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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Infraordem: Furnariides
 Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988
Parvordem: Furnariida
Superfamília: Furnarioidea
 Gray, 1840
Família: Furnariidae
 Gray, 1840
Subfamília: Synallaxiinae
 De Selys-Longchamps, 1839
Espécie: S. hellmayri

Nome Científico

Synallaxis hellmayri
Reiser, 1905

Nome em Inglês

Red-shouldered Spinetail


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Quase Ameaçada

Fotos Sons

João-xique-xique

O joão-xique-xique é um passeriforme da família Furnariidae.

Conhecido também como maria-macambira, sis-tré (nome onomatopéico, dado na Bahia) e patró no interior pernambucano. Na região de Tucano (Bahia), é chamado de “Chaga”, uma alusão às marcas das chagas de Jesus Cristo.

Anteriormente, havia sido classificado pela União internacional para a conservação da natureza (IUCN) como Quase ameaçada (NT), pois, pensava-se, que, sua distribuição geográfica ocorria em uma área limitada e era suspeito sua população estar em declínio devido a degradação da caatinga seca. Porem, verificou-se que sua área de distribuição é muito maior e ainda não esta gravemente fragmentada ou restrita a poucas localidades. Portanto, foi, posteriormente, classificado como pouco preocupante (LC) na sua última avaliação. Apesar de ser mais disperso e seu hábitat menos restrito do que se pensava, ainda, assim, esta ameaçado pela ação humana: a conversão da vegetação local para a agricultura, pastagem intensiva, queimadas e o uso da flora local como carvão.

Nome Científico

Seu nome científico significa: de synallasis, synallaxis = nome dado por Vieillot (1818) para este gênero de aves com cauda espetada, do (grego) synallasis = era uma das ninfas Ionides; e de hellmayri = homenagem ao ornitólogo austríaco Carl Eduard Hellmayr - (1878–1944). ⇒ Synallaxis de Hellmayr ou ninfa das águas de Hellmayr. Na mitologia grega, Synallaxis era uma das irmandades de ninfas das águas que habitavam Kytherus, um rio, da região de Elis no oeste da península do Peloponeso. Os nomes individuais das ninfas Ionides eram: Calliphaea, Synallasis (ou Synallaxis), Pegaea e Iasis.

Características

Mede cerca de 18 cm de comprimento. Coloração cinza-escura, garganta-preta, coberteiras da asa ferrugíneas; cauda longa, preta.

Pacheco & Whitney 1994, relatam que a espécie costuma buscar alimento no solo onde predominam bromélias e cactáceas, sendo assim um ambiente de difícil acesso. A ave forrageia com os pés e cisca e remexe debaixo das folhas secas. Observaram apenas a captura de artrópodes e aranhas. O forrageamento no solo é devido às condições do habitat, principalmente na época seca.

Reprodução

O ninho tem a forma de túnel na entrada, com uma câmara arredondada no final, onde são postos os ovos. O ninho mede em média 700 mm, incluindo o tubo de entrada que mede 110 mm e a boca que mede 60 mm. A parte exterior do tubo de entrada do ninho e a boca do mesmo são revestidos de espinhos de cactos. Todo o restante do ninho é construído de gravetos e no seu interior também não existem espinhos de cactos. Os espinhos são colocados na parte exterior do tubo de entrada e na boca, com o objetivo de impedir o acesso de predadores terrestres, tais como cobras e lagartos. Os ninhos, na sua grande maioria, são construídos no solo, porém podem ser edificados também em alturas que variam entre 500 mm e 1000 mm do solo, nos pés de chique-chique (Pilocereus gounellei). O ninho é forrado interiormente com lã de cacto “chique-chique” onde os ovos são postos. O período reprodutivo inicia-se no mês de fevereiro e os ovos eclodem em meados de março e maio. Durante a corte, o macho oferece alimento à fêmea, e em seguida eles se acasalam. Os ovos são de cor esverdeada, suave e lustrosa. A postura consta de dois a três ovos que medem, em média, 23 mm x 17 mm e pesam 3.4g, sendo que a casca do ovo pesa 0,2538g o que equivale a 7,5 % do peso do ovo. Tanto o macho quanto a fêmea se alternam na incubação dos ovos e no aquecimento dos filhotes nos primeiros dias de vida.

Hábitos

É uma espécie rara ou incomum, que habita os arbustos baixos e a vegetação rasteira da caatinga. Vive escondido, sendo observado com maior freqüência logo após o amanhecer. Raramente fica exposto sobre lugares abertos.

Distribuição Geográfica

Endêmico do árido nordeste do Brasil, exclusiva da caatinga. Pode ser encontrado nos Estados do Ceará, Piauí, Paraíba, Rio Grande do Norte, oeste de Pernambuco e quase todo o interior da Bahia, além do norte de Minas Gerais (que possui clima semi-árido, habitat dessa espécie).

Referências

Galeria de Fotos